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Árvore caída podia “perfeitamente” ter um ar saudável e mesmo assim estar “contaminada”

DUARTE SÁ/REUTERS

Manuel Mota, professor na Universidade de Évora e diretor do Laboratório de Nematologia (NemaLab), acredita que a árvore que caiu na terça-feira no Funchal, provocando a morte de 13 pessoas, estaria contaminada com fungos, que levaram ao enfraquecimento das raízes e consequente queda. Nestas circunstâncias, um desbaste serviria de muito pouco ou nada. Já César Garcia, botânico, salienta que a queda de árvores é muito comum. “Na Madeira, o problema foi ser àquela hora e naquele dia”

Helena Bento

Jornalista

A árvore caída tinha uma “copa verde e saudável” e não aparentava ter qualquer problema. Foi isto que disse Paulo Cafôfo, presidente da Câmara do Funchal, já depois de garantir que a árvore que caiu na terça-feira, e provocou a morte de 13 pessoas, incluindo uma criança, não era um plátano, conforme tinha sido dito, mas sim um carvalho. Um carvalho com 200 anos.

Mas Manuel Mota, que é professor na Universidade de Évora e dirige o Laboratório de Nematologia (NemaLab) da mesma faculdade, explicou ao Expresso que a árvore que caiu no Largo da Fonte, na freguesia do Monte, podia “perfeitamente” aparentar um ar saudável e, mesmo assim, estar “contaminada”, como acredita que era o caso. “O carvalho que caiu estaria naquilo a que se chama de fim de vida. Muito provavelmente estaria contaminado com fungos, que enfraqueceram a sua estrutura, nomeadamente ao nível das raízes, estando estas degradadas”, diz o académico, afirmando não ter dúvidas de que foi esta a causa da queda. “Há diferentes tipos de fungos. Neste caso, os fungos poderão ter afetado apenas as raízes da árvore, apodrecendo-as, mas sem que isso tenha afetado a circulação da água para a parte superior, isto é, para o tronco e para as folhas”, acrescenta.

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