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Eleições sob alta tensão (e, receosa, a população da capital aproveita para “ir à terra”)

O Presidente Uhuru Kenyatta (direita) e o seu vice, William Ruto, após a missa em que se rezou pela paz dois dias antes destas eleições

Foto Dai Kurokawa / EPA

Dos quatro escrutínios realizados desde o fim do monopartidarismo, em 1991, só um não descambou em mortes violentas. Dezanove milhões de votantes inscritos nos cadernos eleitorais esperam que a desconfiança dos contendores uns pelos outros não resulte numa armadilha sangrenta para milhares de quenianos

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

“Se o pior acontecer, estaremos escondidos debaixo das camas a tremer, com as luzes apagadas, enquanto a violência toma conta das ruas”, escrevia o colunista Charles Onyango-Obbo no jornal “Daily Nation”.

Dezanove milhões de eleitores, dos quais metade tem menos de 35 anos, vão às urnas esta terça-feira no Quénia. Em 2017, poderá haver quem esteja farto da tecla martelada sobre a ameaça da violência, que ensombrou três dos quatro atos eleitorais anteriores decorridos no país desde o fim do monopartidarismo, em 1991. O tema e o receio não são despiciendos, bastando lembrar que em 2007 - conflito que se arrastou por 2008 dentro - morreram 1.100 pessoas e mais de 650 mil foram obrigadas a abandonar as suas casas.

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