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Braço de ferro no Exército impede comandos acusados de agressão de sair em missão

Tiago Miranda

Estavam em aprontamento há já 4 meses e a partida ia acontecer na próxima semana. Mas a saída dos militares para a República Centro-Africana, onde iam substituir o contingente que está em missão no terreno há mais de meio ano, acabou, à última hora, por ser adiada por “pelo menos 4 ou 5 semanas”, confirma ao Expresso o porta-voz do Exército. Em causa está o facto de o grupo integrar militares que foram acusados no âmbito do processo relativo à morte de dois instruendos do 127ª curso de Comandos, em setembro do ano passado - militares que o Regimento não estará disposto a substituir

João Santos Duarte

João Santos Duarte

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Tiago Miranda

Tiago Miranda

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A data estava marcada há algum tempo: 26 de julho. O primeiro grupo que iria render a força que está na República Centro Africana iria partir já na próxima quarta-feira. O segundo seguiria nove dias depois, a 4 de agosto. Mas ambas as partidas acabaram agora por ser adiadas por, pelo menos, um mês, confirmou o Expresso junto dos porta-vozes, do Exército e do Estado-Maior-General das Forças Armadas, responsável pelas forças nacionais destacadas. Em causa está o processo judicial em que 19 militares foram acusados de abuso de autoridade por ofensas à integridade física, após a morte dos instruendos Hugo Abreu e Dylan da Silva no arranque do 127º curso de Comandos, na primeira semana de setembro de 2016.

A questão não se prenderá com qualquer proibição por parte da justiça portuguesa, mas antes com uma norma das Nações Unidas, que supervisiona a missão naquele país africano. Mas, apesar de a força estar em aprontamento há meses e de integrar, desde o início, elementos que eram arguidos (e agora acusados) no processo, só agora é que a questão foi colocada.

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