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O Presidente incrível de uma República inacreditável

Foto Rui Duarte Silva

Marcelo chegou primeiro a Pedrógão no dia dos incêndios. Marcelo ainda é o primeiro a chegar um mês depois. E se isto diz muito sobre quem é o Presidente, também diz muito sobre como está a República: servida por um Estado voluntarioso mas desorganizado, mobilizado mas incompetente. O protagonismo de Marcelo não se sobrepõe, ocupa um vazio. Desde o início. Desde a primeira hora. E já lá vão mais de 700. Já lá vai um mês

Sabemos ainda pouco sobre aquele primeiro dia, mas sabemos já que baste para observar o descontrolo de comando no incêndio que matou vidas, árvores, terra, casas, carros e tudo o que apanhou pela frente e não deixou atrás em Pedrógão, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos. O Presidente da República foi o primeiro chefe político a chegar ao local, logo depois do secretário de Estado da Administração Interna, que encontrou desesperado. Isso podia nem ser relevante, não fosse Marcelo Rebelo de Sousa aperceber-se imediatamente do caos das forças envolvidas e ter-se envolvido diretamente nas operações. Foi o primeiro bombeiro político. Continuou a sê-lo nos dias seguintes. Ainda hoje está a receber mensagens, a responder, a interceder. “O presidente é incrível”, dizia Dina Duarte, de Nodeirinho, ontem no Jornal de Notícias, “nunca tivemos um assim”. Mas há mais.

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