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E 40 anos depois, Vargas Llosa falou sobre García Márquez. Mas omitiu o principal

Mário Vargas Llosa ganhou o Nobel da literatura em 2010, 28 anos depois de Gabriel García Márquez o receber em 1982

Susana Vera/reuters

Eram amigos, dos maiores, até um murro selar o fim do idílio. Ainda se especula sobre o que aconteceu. E continuará a especular-se, pois Vargas Llosa não se descai. Na passada quinta-feira aceitou falar de Gabo em Madrid, pela primeira vez em anos. Abordou a obra, a correspondência entre ambos, as afinidades literárias, as querelas políticas. Contou como se conheceram. Mas recusou contar como se separaram

A conversa não durou mais do que uma hora, mas essa hora não foi menos que histórica: era a primeira vez em anos que Mario Vargas Llosa falava publicamente sobre Gabriel García Márquez. Conduzido pelo ensaísta colombiano Carlos Granés — e no âmbito de um curso de verão organizado pela Universidade Complutense de Madrid — o Nobel peruano contou vários episódios da amizade entre ambos, menos aquilo que o mundo pagaria para saber.

“Voltou a ver a García Márquez?”, arriscou Granés quase no final. “Não, nunca...Estamos a entrar em terrenos perigosos, penso que é o momento de pôr um fim a esta conversa”, respondeu jocosamente Vargas Llosa, citado pelo jornal espanhol “El País”. Assim, as razões que em 1976 levaram à rutura entre ambos permaneceram submersas. E, como sempre acontece, esse silêncio cheio de interrogações acabou por marcar o encontro.

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