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Santos Silva não fala em nome de Costa para dar confiança a Azeredo e Constança

josé carlos carvalho

Os jornalistas queriam saber se os ministros da Defesa e da Administração tinham a confiança absoluta do Governo. A mais do que esperada mensagem de solidaridade política deu esta tarde lugar a frieza das normas constitucionais. "Os membros do Governo respondem perante o primeiro-ministro", respondeu Santos Silva

Carlos Abreu

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Jornalista

José Carlos Carvalho

José Carlos Carvalho

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Fotojornalista

O futuro dos ministros da Defesa e da Administração Interna está nas mãos do primeiro-ministro e só ele pode falar por isso. Nem mesmo o primeiro-ministro em substituição. Quando questionado sobre se Azeredo Lopes e Constança Urbano de Sousa têm a "confiança absoluta" do Governo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, que por este dias substitui António Costa, de férias no estrangeiro, optou pela via legalista.

Escorando-se na normas constitucionais, Santos Silva respondeu: "Em primeiro lugar os ministros não têm a absoluta, nem a relativa, confiança do Governo. O Governo, como tal responde perante a Assembleia da República, os membros do Governo respondem perante o primeiro-ministro."

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