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Relatório da comissão de inquérito à CGD culpa a crise e iliba gestores

João Carlos Santos

A montanha pariu um rato. Relator das conclusões preliminares da comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da Caixa e à sua gestão entre 2000 e 2016 admite que foram cometidos “erros de análise” mas atira parte da responsabilidade das necessidades recentes de capital do banco público à crise. Com base nos 19 testemunhos de responsáveis políticos e ex-gestores, o relatório afasta a ideia de ter havido “pressões da tutela para ‘créditos de favor’’’. É recomendada a manutenção na esfera pública da Caixa

O relatório preliminar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à recapitalização da Caixa e à sua gestão entre 2000 e 2016, a cargo do deputado socialista Carlos Pereira e no qual são feitas queixas de bloqueio de acesso a informação, conclui que “as pressões para a aprovação de crédito de favor foram liminarmente afastadas por todos os responsáveis da empresa (Caixa) que marcaram presença na CPI”.

Relatos que colidem com o retrato do balanço do banco público, que se viu obrigado a uma recapitalização em 2012 no montante de €750 milhões e outra em 2016 de cerca de €5 mil milhões. Entre 2005 e 2010, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) fez um conjunto de empréstimos de centenas de milhares de euros sem as devidas garantias ou com garantias frágeis, operações que mais tarde se transformaram em crédito malparado e nas famosas imparidades, pressionando os rácios do banco. Em 2016, por exemplo, o CGD teve um prejuízo de €1,8 mil milhões e imparidades de mais de três mil milhões de euros.

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