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O clarinetista desfocado

Além de realizador, Woody Allen é um músico autodidata que toca em público desde 1973

Foto AFP/Valery Hache

Ao desconstruir Woody Allen, uma das faces que salta à vista é a do músico amador. Que treina diariamente — para não sentir culpa — e que não tem ouvido nem sentimento. Diz ele. Na verdade, o seu caminho musical é persistente e duradouro, e focado no primeiro jazz. Hoje, 4 de julho, Toca em Lisboa acompanhado pela banda de sempre, a New Orleans Jazz Band

Não é Miles Monroe, o músico de jazz e dono de uma loja de comida saudável do filme “O Herói do ano 2000”, criopreservado sem o próprio consentimento e descongelado 200 anos mais tarde num Estado policial, mas Woody Allen, o seu desconcertante autor, quem vai hoje às 21h30 subir ao palco do Coliseu de Lisboa.

Não é, mas até podia ser. Porque aquela comédia de 1973, que tem o próprio cineasta na banda sonora a tocar o clarinete com a New Orleans Funeral and Ragtime Orchestra, mostra o quanto Woody Allen se manteve fiel a um jazz mais “primordial” — como ele próprio não se cansa de realçar. O mesmo tipo de jazz que o público lisboeta poderá ouvir, após mais de uma década passada do seu último concerto em Portugal.

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