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De Pyongyang, com amor: o novo míssil polémico

Habitantes de Pyongyang, a capital norte-coreana, veem imagens do lançamento do míssil Hwasong-14 num ecrã gigante junto à estação ferroviária

Foto Kim Won-jin / AFP / Getty Images

Os alarmes voltaram a soar após a Coreia do Norte ter disparado esta terça-feira o seu primeiro míssil balístico intercontinental. Ao Expresso, um professor português da Universidade de Hosei (Japão) defende que Pyongyang “nunca atacará a Coreia do Sul, o Japão ou qualquer outro país”. Tal seria o fim do regime norte-coreano

Margarida Mota

Jornalista

Ainda o sol não tinha nascido nos Estados Unidos e já a Coreia do Norte desembrulhava o presente que tinha preparado para assinalar o 241º aniversário da independência norte-americana. Às 9h10 deste 4 de julho (hora de Pyongyang, mais sete horas e meia do que em Portugal Continental), os norte-coreanos lançaram um novo míssil balístico, a partir do aeroporto de Panghyon (norte). O Hwasong-14 voou durante 39 minutos e mergulhou no Mar do Japão. Foi testado com recurso a uma trajetória íngreme — atingiu os 2802 km de altitude —, uma manobra usada para reduzir a distância percorrida e assim evitar o sobrevoo de territórios vizinhos.

“Com este lançamento, a Coreia do Norte mostra-se determinada em demonstrar que pretende atingir um nível de poder militar que sirva como elemento de dissuasão a possíveis interferências exteriores na sua política interna”, diz ao Expresso Rui Saraiva, professor de Políticas Públicas e Ciência Política na Universidade de Hosei, em Tóquio (Japão). “O interesse da Coreia do Norte passa apenas pela manutenção do atual regime político, apesar de caduco aos olhos de toda a comunidade internacional.”

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