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Armas de Tancos no jogo de sombras do tráfico internacional

O roubo em Tancos não é único na Europa, embora seja um dos mais graves. Autoridades estão atentas aos desenvolvimentos do caso

Foto Ana Baião

Ndrangheta, Cosa Nostra, máfia eslovaca, gangues britânicos, neonazis alemães e terroristas do Estado Islâmico. São estes os players do mercado negro de armas na Europa. Alguns são suspeitos de estar por trás de roubos semelhantes ao de Tancos realizados em bases militares alemãs, francesas, inglesas e suíças

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O mercado negro do armamento de guerra na Europa faz-se na penumbra, num jogo de forças disputado entre as maiores potências do crime organizado. Os investigadores da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) da PJ e da Polícia Judiciária Militar e os procuradores do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) têm isso em mente e tentam perceber que grupos poderão ter encomendado o roubo nos dois paióis de Tancos, na última semana. As autoridades suspeitam de crimes de associação criminosa, tráfico de armas e terrorismo internacional. E as pistas seguem em diversas direções.

A Cosa Nostra (máfia siciliana), há alguns meses na mira dos serviços de informações britânicos, tem exportado armas de guerra para países do norte de África como o Egito, que depois as encaminham para extremistas do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) em França e para gangues violentos do Reino Unido. Um negócio que conta com a aliança da Ndrangheta (máfia calabresa).

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