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Macron à americana, mas filósofo e místico

Foto EPA/Phillipe redito foto

Acontecimento raro em França. O Presidente Emmanuel Macron reuniu hoje, no Palácio de Versalhes, o Congresso. Reunião solene, em conjunto, da Assembleia Nacional e do Senado, para fazer um discurso à Nação. Anunciou o fim do estado de emergência – mas as principais medidas antiterroristas vão ser inscritas no Direito Penal.

No Palàcio do Eliseu, deram-lhe o cognome de Júpiter. Mas outros preferem ser um pouco mais moderados e dizem que se toma por Napoleão Bonaparte ou pelo General Charles de Gaulle. Facto é que Emmanuel Macron esteve hoje no Palácio do Rei Sol, em Versalhes, perto de Paris, como um Deus do Olímpo. Entrou na sala das sessões solenes pela Galeria dos Bustos, com a Guarda Republicana perfilada e vestida em grande estilo, subiu à tribuna e anunciou que voltará a discursar de novo, no mesmo local, todos os anos.

Nesse aspeto foi muito americano, porque anunciou um discurso anual sobre o estado da Nação perante o Congresso. Apenas com uma grande diferença em relação aos americanos: Emmanuel Macron falou e foi-se embora logo a seguir. Como acontece habitualmente nestas sessões, muito raras, em Versalhes, o Presidente discursou, todos os 900 parlamentares (deputados e senadores) presentes ouviram e, logo a seguir, saiu da sala e nem sequer assistiu aos comentários dos chefes dos diversos grupos parlamentares que falaram depois dele.

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