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Houve mais queixas de matas por limpar após Pedrógão do que nos cinco meses anteriores

Foram 1278 as pessoas multadas por queimadas ou incumprimento de limpeza junto às suas casas

Tiago Miranda

Mais de metade das denúncias feitas este ano à GNR por queimadas, incumprimentos de limpeza junto a estradas ou habitações foram feitas já depois do início do incêndio de Pedrógão Grande, que matou 64 pessoas e queimou 50 mil hectares (o equivalente à soma da áreas dos concelhos de Lisboa e Porto multiplicado por três)

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Este ano duplicaram as denúncias feitas à GNR por falta de limpeza da floresta em relação a 2016. Um dos dados mais curiosos é de que mais de metade das queixas registadas em 2017 foi feita após o dia 17 de junho, data do início do incêndio que deflagrou nos concelhos de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Góis e Castanheira de Pera, queimando perto de 50 mil hectares e matando 64 pessoas. Não menos importante é o facto de nas últimas duas semanas terem sido registadas mais queixas de falhas de limpeza da floresta do que entre janeiro e junho do ano passado.

Fazendo as contas de somar, e depois as de dividir, desde o início deste ano até 26 de junho, a Guarda recebeu 325 denúncias por este tipo de crimes (onde se incluem incumprimento da limpeza junto às estradas e casas, queimadas ou lançamento de foguetes). São muito mais do que as do mesmo período do ano passado (142). Só entre os dias 17 e 26 de junho foram feitas 178 queixas.

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