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Rui Moreira: “No final, pode ganhar Lisboa, mas já não é por decreto”

Rui Duarte Silva

O Governo recuou e incluiu o Porto na comissão nacional de candidatura de Portugal à Agência Europeia do Medicamento (EMA). O que levou a esta mudança de posição? No sábado, o socialista Manuel Pizarro convocou, ainda antes do anúncio da decisão, os jornalistas para uma conferência de imprensa que começaria dez minutos depois de a Lusa ter avançado com a notícia, o que sugere conhecimento prévio da decisão - e mereceu críticas de Paulo Rangel, que no Jornal de Notícias acusou Pizarro de aproveitamento político mesquinho. O Expresso entrevistou no próprio sábado quer o vereador da câmara do Porto, quer o seu presidente, Rui Moreira, sobre o processo. Nenhum dos dois quis chamar a si, de forma clara, os louros do recuo do Governo. “É uma vitória do Porto” ou “de Portugal”, dizem. Mas as respostas de ambos revelam como depois da cisão entre os dois na candidatura às eleições autárquicas não veio a união na candidatura do Porto à EMA.

O presidente da câmara municipal do Porto, Rui Moreira, afirma que todos, incluindo Manuel Pizarro, contribuíram para esta primeira vitória do Porto. Mas defende que a proposta do PS/Porto, apresentada há uma semana, não foi a proposta contemplada na decisão do Governo

Porque é que houve agora uma mudança de posição por parte do Governo?
Posso dizer-lhe que hoje [sábado] à tarde recebi, cerca das 16h, um telefonema do senhor ministro da Saúde, que me deu nota que o Governo pretendia incluir o Porto na comissão que foi criada por resolução de Conselho de Ministros de 27/04, em que apenas estava incluída a cidade de Lisboa. No seguimento da carta que eu tinha escrito ao senhor primeiro-ministro já no início de maio, fizeram uma reavaliação e entenderam que considerar as duas cidades podia fortalecer as possibilidades de uma candidatura de sucesso portuguesa. Por questões logísticas e aeroportuárias, as outras cidades não poderiam fazer parte. Portanto, perguntou-me se o Porto estaria disponível para integrar uma comissão que de será reformulada pelo Conselho de Ministros.

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  • Manuel Pizarro: “A reabertura do processo da EMA é feita depois da intervenção do PS Porto”

    O Governo recuou e incluiu o Porto na comissão nacional de candidatura de Portugal à Agência Europeia do Medicamento (EMA). O que levou a esta mudança de posição? No sábado, o socialista Manuel Pizarro convocou, ainda antes do anúncio da decisão, os jornalistas para uma conferência de imprensa que começaria dez minutos depois de a Lusa ter avançado com a notícia, o que sugere conhecimento prévio da decisão - e mereceu críticas de Paulo Rangel, que no Jornal de Notícias acusou Pizarro de aproveitamento político mesquinho. O Expresso entrevistou no próprio sábado quer o vereador da câmara do Porto, quer o seu presidente, Rui Moreira, sobre o processo. Nenhum dos dois quis chamar a si, de forma clara, os louros do recuo do Governo. “É uma vitória do Porto” ou “de Portugal”, dizem. Mas as respostas de ambos revelam como depois da cisão entre os dois na candidatura às eleições autárquicas não veio a união na candidatura do Porto à EMA.