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“O coração bate de uma maneira doida, parece que me vai saltar. Acho que vou morrer”

Cedric Ribeiro/ getty Images

O coração bate rápido, parece que vai saltar do peito; as tonturas pioram, o paciente acha que vai morrer. São sintomas de ansiedade, um mal que faz de Portugal líder pelas piores razões e que afeta cada vez mais mulheres e jovens

Para quase todos os colegas de turma, aquele era mais um dia normal na faculdade. Mas havia uma exceção. Maria, sentada numa das cadeiras da sala de aulas no quarto piso do edifício, pôs-se a pensar: “Se quiser fugir daqui não posso saltar pela janela, porque morro. Também não posso sair pela porta, porque não posso interromper a professora”. Tanto pensou que começou a sentir-se claustrofóbica com aquela perspetiva improvável. “Tive mesmo de sair dali e acabei no hospital de Santa Maria.”

Não foi a primeira vez que Maria Pedro Pinto, de 24 anos, sentiu a ansiedade tomar conta de si. Já desde os 15 que passava por estes ataques, sem saber o que lhe podia acontecer: “Cheguei a passar duas semanas na cama porque sempre que me levantava tinha tantas tonturas que achava que ia desmaiar”. Os sintomas confundiam-na: “O coração bate de uma maneira doida, parece que me vai saltar pelo peito. Tenho muito calor, posso começar a hiperventilar... Acho que vou morrer”.

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