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Como um festival retirou 300 mil copos do chão

No Primavera Sound, no Porto, os copos deixaram de ficar espalhados pelo relvado

Rita Carmo

Cerca de 300 mil copos de plástico desapareceram do chão do Primavera Sound, no Porto. O uso de copos reutilizáveis e de embalagens biodegradáveis começa a ser uma prática em vários festivais de música nacionais que querem ser cada vez mais amigos do ambiente

Carla Tomás

Carla Tomás

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Jornalista

Rita Carmo

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Fotojornalista

Pelo relvado do Parque da Cidade, no Porto, quase nem parecia ter passado um festival de música no último fim de semana. Ao contrário do cenário habitual, não restou um copo de plástico descartável no chão, apesar de por ali terem circulado cerca de 80 mil festivaleiros durante os três dias do Primavera Sound. Assim foi porque em vez de 300 mil copos descartáveis a circular, os festivaleiros tiveram acesso a 150 mil “eco cups” que reutilizavam de cada vez que queriam mais cerveja ou outra qualquer bebida. Pelos novos copos reutilizáveis tinham de pagar uma caução de dois euros, só recuperada em caso de devolução.

“Optámos por esta medida para evitar a poluição visual”, justifica José Barreiro. O diretor do Primavera Sound explica que este foi o segundo ano em que utilizaram copos reutilizáveis, mas o primeiro em que optaram por alargar as medidas ecológicas ao sector da restauração dentro do recinto, obrigando os fornecedores de comida a usarem embalagens mais ecológicas. “Queremos ter o menor impacto possível neste magnífico parque e ficar com a consciência tranquila”, acrescenta.

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