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“O que mais me custou foi ver muitas pessoas nas janelas e depois o fumo cobri-las”

TOBY MELVILLE/REUTERS

Depois de três atentados em três meses, Londres acordou para um novo pesadelo: um incêndio consumiu um edifício de 24 andares, com centenas de moradores. Até agora há seis mortos confirmados e 74 feridos, 18 em estado grave. Um português que lá vivia contou ao Expresso como tudo se passou

Durante cerca de meia hora, João Dias, 25 anos, não percebeu que a torre Grenfell, onde vive há oito meses, estava em chamas. E foi um telefonema, e não alarmes de incêndio, o que o alertou. “Estava a dormir e recebi três chamadas no telemóvel”, contou ao Expresso, horas depois de ter escapado do brutal incêndio que consumiu, esta quarta-feira, um edifício de 24 andares na zona Oeste de Londres, deixando um número ainda indeterminado de vítimas.

João Dias não atendeu as duas primeiras chamadas. À terceira, identificou o número. Era de um casal português que, tal como ele, vivia no 13º andar da torre Grenfell. “Achei que se tinham esquecido das chaves. Mas afinal disseram-me: ‘Sai, que o prédio está a arder. Molha uma toalha e põe-na na cara’. Entrei em pânico”, relata.

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