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Um período de “incertezas fascinantes”

Libra desceu para o mais baixo valor em cinco meses

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Theresa May queria esticar a maioria, mas acabou a perdê-la. Foi uma vitória amarga a que o seu Partido Conservador alcançou nas eleições, mergulhando o país, a Europa e os mercados num período de “incertezas fascinantes” que pode levar tempo a descodificar. À hora do almoço desta sexta-feira, a primeira-ministra anunciou que vai tentar coligar-se com os Unionistas Demócraticos, com o aval da Rainha e as negociações de bastidores a decorrerem desde a madrugada. Os trabalhistas já prometeram apresentar um programa rival para chamar a si a maioria parlamentar

Quando os britânicos começaram a ir às urnas quinta-feira, Giovanni Capoccia fez um alerta ao Expresso: “O Partido Trabalhista parece estar em subida desde o início da campanha, mas é difícil antever quem vai ganhar, sobretudo porque as sondagens têm-se provado falaciosas, no Reino Unido até mais do que noutros países, quando em contextos de tamanha polarização”, explicou o investigador italiano que é professor de políticas comparativas na Universidade de Oxford desde a viragem do milénio.

Apesar das pistas de um passado não muito longínquo — quando há um ano, e contra quase todos os inquéritos de opinião, uma maioria do eleitorado votou a favor do Brexit —desta vez as sondagens aproximaram-se mais da realidade. Ainda assim, houve uma onda de choque a percorrer a Europa quando, ao início da madrugada, a contagem de votos começou a delinear um cenário de parlamento suspenso.

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