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Perguntamos sobre mulheres poderosas: ela é vulnerável, ela é humilde, ela sorri?

Não sabemos apresentar Sevdaliza em poucas palavras. Por isso vamos desistir desta entrada ansiando que você não desista do texto - porque ela, Sevdaliza, refugiada que queria ser jogadora de basquetebol e acabou a cantar canções eletronicamente melancólicas, é merecedora de uma leitura longa

Créditos: conta no Facebook de Sevdaliza

Sevdaliza é uma mulher de extremos. A sua voz, rica e protagonista, oscila entre a doçura e a crueza; o som que a ampara, escolhido com método, passa do piano sem adornos à música eletrónica próxima do dubstep; e a sua imagem, em tudo o que faz – no que canta, nos vídeos que cria, na arte que inventa – varia entre o véu do mistério e a imagem de uma mulher simples, verdadeira, que se quer mostrar como é, porque às vezes tem “pena das pessoas que ficam prisioneiras da representação das suas próprias vidas”.

As mudanças de estilo, de humor, de método ou de ambiente são explicadas pela própria: “Somos humanos, não somos os mesmos todos os dias, mesmo que tenhamos de representar uma certa imagem.” Para mais, o seu disco de estreia, “ISON”, encapsula os últimos cinco anos da sua vida, pelo que a textura da sua voz, palavras e som acaba por ser necessariamente rica e diversa. O resultado é um disco surpreendentemente coeso – o elemento comum é que acabamos por vê-la, Sevdaliza, com todo o seu poder, no centro de tudo.

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