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A história de 50 anos de uma amizade improvável entre um árabe e um judeu

À guerra de 1967, seguiu-se a ocupação, que se transformou num regime colonial. Ao longo de décadas, terras e recursos naturais dos palestinianos foram sendo confiscados para serem dados a israelitas

d.r.

Este sábado completam-se 50 anos do fim da Guerra dos Seis Dias. Como é que a amizade entre um judeu e um árabe sobrevive a meio século de ocupação militar? É isso que o maior escritor palestiniano da atualidade explica em “Where the Line is Drawn”, livro centrado em quatro décadas de encontros e desencontros com o israelita Henry Abramovitch. Este conflito “precisa de justiça e perdão”, diz ao Expresso numa entrevista por email

Margarida Santos Lopes

Em Israel e na Palestina, “a memória é política”, escreve Raja Shehadeh. “O que lembrar? Quem lembrar? Ambas as partes devem colocar a si próprias estas questões. As respostas determinarão o futuro comum nesta terra e se alguma vez haverá paz.”

Shehadeh, dos mais importantes escritores palestinianos, um gigante como o poeta nacional Mahmoud Darwish, advogado e fundador (em 1979) da organização de direitos humanos Al-Haq, é um otimista. No seu mais recente e aclamado livro, “Where the Line is Drawn: Crossing Boundaries in Occupied Palestine”, ele deixa claro que a coexistência é possível. E a melhor prova disso é a amizade, penosa e permanente, que o liga a Henry Abramovitch, judeu canadiano que escolheu viver em Israel, o Estado que, em 1948, despojou o seu pai da aldeia onde nasceu (Jaffa) e, desde a guerra de 1967, força a sua família a viver sob ocupação militar, em Ramallah, na Cisjordânia.

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