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Luís Ganito, 14 anos. Personagem de “Conta-me como foi”

tiago miranda

Portugal aprendeu a ter vergonha de haver crianças a trabalhar em fábricas e nem a crise trouxe de volta imagens do passado. Mas os mais novos passaram a entrar em cena nas artes, com a conivência e os aplausos de todos. No Dia Mundial da Criança reproduzimos o artigo publicado na revista de 3 de junho de 2011 sobre um tipo diferente de trabalho infantil

A confissão não é fácil, e a água que sobe aos olhos de Elisabete confirma o constrangimento. Mas a força do desabafo vale a partilha da intimidade: "Já tivemos apuros, e ele ofereceu o dinheiro, mas nós não o usámos." Elisabete é mãe de Luís, ou melhor, a mãe real do Carlitos imaginário que entrou na casa dos portugueses durante a série televisiva "Conta-me como Foi". Aos 14 anos, já deu para juntar algum dinheiro, mas os pais garantem que é dele. E para ele.

Nem todos os pais são assim. Entrar no mundo do trabalho artístico infantil é entrar num cenário de silêncios e muitas interpretações díspares. E o dinheiro é o grande tema-tabu deste enredo. A própria legislação portuguesa que regula a atividade não foi tão longe quanto alguns especialistas defendem: não limitou no texto da lei o acesso dos adultos ao dinheiro acumulado pelas crianças, como acontece em alguns países. A verdade é que estas crianças trabalham.

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