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“Gente bonita come fruta feia”: as virtudes da imperfeição

Cada um destes cestos contém fruta feia - e há uma extensa lista de espera para aceder-lhes

nuno botelho

É uma daquelas pessoas que não compram fruta feia, tocada, pequena, defeituosa, manchada, imperfeita? Então isto é para si. É uma daquelas pessoas que não se importam de comprar fruta feia, tocada, pequena, defeituosa, manchada, imperfeita? Então também é para si. “Desperdiçar apenas por razão estética? Estamos loucos?”

Marta Gonçalves

Marta Gonçalves

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Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

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Fotojornalista

Do lado de lá da porta ouve-se um burburinho, pessoas que chegam e conversas que se cruzam no átrio da Sociedade Musical União Paredense, em Cascais. Estão todos à espera do mesmo. Os ponteiros do relógio marcam 17h e as duas portas de carvalho abrem-se. Em poucos segundos, a pequena multidão alinha-se em fila: há novos e velhos, homens e mulheres, gente acompanhada e sozinha.

No chão, estão alinhados oito corredores de caixas com frutas e legumes. Não são vistosos ou brilhantes como os do supermercado, têm cores e tamanhos diferentes, uns com toques ou manchas e outros formas estranhas. Mesmo imperfeitos, estão perfeitamente arrumados dentro de cada uma das 270 cestas. O local que é habitualmente uma plateia está quase transformado numa horta. E isto acontece todas as semanas. À quinta-feira, lá está a Fruta Feia a vender os cabazes de feios aos associados da Parede.

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