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O novo “Twin Peaks” continua a ser o ovni que foi nos anos 90

Kyle MacLachlan como Dale Cooper

Foto Suzanne Tenner/SHOWTIME

Os primeiros episódios da série passam em Portugal no domingo à noite

Francisco Ferreira

enviado a Cannes

A passagem de “Twin Peaks” em Cannes foi um acontecimento estranho a acrescentar à absoluta estranheza da série porque já muita gente (para não dizer 'toda') tinha visto na Net os dois primeiros episódios que o Showtime exibiu na madrugada do domingo passado. Minutos depois, já estavam 'disponíveis' pela pirataria. E além daqueles, também o terceiro e o quarto episódios andam pelos sites de partilha de ficheiros. De pouco importa isso, em Cannes, a sala encheu-se à mesma, foi uma oportunidade única e histórica para ver a arte de Lynch em muito grande ecrã, onde ela decerto não voltará a ser exibida. Houve aplausos loucos quando a música de Badalamenti inundou a sala.

E depois a surpresa absoluta: Lynch não cede um milímetro, volta a desestabilizar, leva-nos de novo para o novelo siderante que mudou a história da televisão há mais de um quarto de século. Voltamos a encontrar o agente do FBI Dale Cooper (Kyle MacLachlan), que no final da segunda temporada nos deixara já do lado de lá dos seus sonhos insanos e numa altura em que já se sabia quem tinha morto Laura Palmer — a pergunta que alimentou toda a primeira temporada.

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