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Acusado de três crimes: se Temer tinha já caído em desgraça, afundou-se nela

reuters

Corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa: o Presidente brasileiro garante que não renunciará, mas o peso das suspeitas e o descrédito que sobre ele recaem não parecem dar-lhe margem para continuar a liderar o país. O Brasil mobiliza-se para exigir que se retire, indiferente ao argumento que Michel Temer usa em sua defesa: o de que está a ser vítima de uma conspiração

Não há outra saída: os brasileiros devem se mobilizar, ir para as ruas e reivindicar com força: a renúncia imediata de Michel Temer”. Através do Twitter, o juiz Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal do Brasil, reage assim ao último escândalo que agita o Brasil - mais um envolvendo a suspeita de corrupção - e que atinge em cheio o seu Presidente. Se Temer tinha já caído em desgraça, afundou-se nela ao tornar-se oficialmente alvo de um inquérito do Supremo Tribunal - aberto esta sexta-feira e no qual é acusado de pelo menos três crimes : corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.

São “factos gravíssimos”, escreve o juiz, que ficou conhecido pelo caso “mensalão”, juntando a sua voz às muitas outras que consideram que Temer não tem condições para continuar no cargo, depois de ser conhecido o teor da gravação com a conversa que manteve com o empresário Joesley Batista, supostamente autorizando o pagamento de subornos a Eduardo Cunha – preso desde agosto no âmbito da Lava Jato e considerado um dos arquitetos da destituição de Dilma Rousseff.

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