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A saga do clã Carrascalão

Fotografia da família Carrascalão, reunida pela última vez em 1956. A irmã mais velha, Dora (segunda da esquerda), faleceu quando vivia como refugiada no Vale do Jamor. Mário (que faleceu esta madrugada), está de laço e é o sétimo a contar da esquerda. A seu lado, a mãe, Marcelina, e o patriarca da família, Manuel. O filho Manuel é o segundo a contar da direita. João, na fila dos mais novos, é a segunda criança a contar da esquerda

Foto cortesia da família Carrascalão

A família Carrascalão é o clã mais conhecido de Timor e a sua saga um testemunho vivo do sofrimento do povo timorense. Netos do régulo de Wehali, os 12 filhos do deportado político Manuel Viegas Carrascalão têm orgulho na sua origem mestiça. No dia em que morreu um dos irmãos Carrascalão, Mário, republicamos o artigo de 1 de maio de 1999 da Revista do Expresso

Até ao dia em que Manelito Carrascalão foi assassinado, o número 13 da Rua Dr. António Carvalho, em Díli, era um refúgio de paz onde viviam perto de cem pessoas: Manuel Carrascalão, os filhos e dezenas de refugiados das montanhas de Timor que ali procuraram abrigo.

Generoso, Manuel abria a porta de casa a todos os timorenses que lhe solicitavam proteção e ajuda. De Agosto para cá, a população refugiou-se massivamente na capital, porque pressentia que algo de terrível iria acontecer. A cidade, que nos primeiros meses se assemelhava a um porto seguro, tornou-se pesada quando a força das milícias se começou a fazer sentir na atmosfera húmida e pastosa de Díli.

Manuel Carrascalão, o pai do jovem assassinado, é o terceiro filho do deportado político

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