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Caro diretor, você está despedido: o poder, as incertezas e as inquietações de uma carta

A carta assinada por Trump que determina o despedimento do diretor do FBI, James Comey

Trump despediu o diretor do FBI e até os republicanos estão espantados. “Estou perturbado com o timing e a argumentação por trás do despedimento de Jim Comey”, diz o republicano Richard Burr, líder da comissão de serviços informação do Senado. E é normal que ouça falar muito sobre a Rússia no texto que há de vir - porque é precisamente isso que os americanos temem nesta trama

Ainda ninguém adivinhava que Donald Trump ia despedir o diretor do FBI quando, terça-feira à tarde, a Alexander Historical Auctions leiloou uma carta rara que Richard Nixon enviou a uma eleitora da Carolina do Norte em 1959 — na qual o então vice-presidente dos EUA explicava porque é que era favorável à integração dos afroamericanos e dos imigrantes na sociedade americana.

O leitor poderá perguntar-se o que é que esta carta tem que ver com o controverso afastamento de James Comey da liderança do FBI, numa altura em que este estava a conduzir uma das investigações à alegada ingerência russa nas presidenciais que viram Trump ser eleito e também às suspeitas de conluio entre a equipa do atual Presidente e o governo de Vladimir Putin. Nós explicamos: é que, na carta, o homem a quem Trump tem sido tantas vezes comparado defendia que isolar e ostracizar os não-brancos na América ia deixar o país “desastrosamente isolado num mundo hostil” e empurrar os aliados dos EUA para a Rússia.

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