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99% do emprego criado no 1º trimestre foi com entradas para os quadros

marcos borga

Desemprego está a diminuir por via da criação de emprego e não de factores como a emigração. Há mais 139,9 mil trabalhadores por conta de outrem, dos quais 138 mil assinaram contratos sem termo. É a primeira vez desde 2011 que a população empregada aumenta nos primeiros três meses do ano em relação ao quarto trimestre do ano anterior

Mais 144,8 mil pessoas empregadas e menos 116,3 mil pessoas desempregadas. São estes os números do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quarta-feira, sobre a evolução do mercado de trabalho português no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. E não deixam margem para dúvidas: o emprego, em termos líquidos, cresceu mais do que a redução da população desempregada. A diferença, de 28,5 mil postos de trabalho, indica que, além do desemprego estar a baixar devido à criação de emprego, está-se a ir à população inativa ou a pessoas que tinham emigrado.

Nem sempre foi assim. Após o máximo histórico do desemprego em Portugal, quando no início de 2013 chegou aos 17,5%, a taxa começou a descer mas isso devia-se muito à passagem de trabalhadores para a inatividade (por deixarem de procurar ativamente um posto de trabalho) ou à emigração (saindo do país), levando à redução do desemprego medido pelo INE, sem efetiva criação de emprego. Sinal disso, em 2014, em termos médios anuais, o aumento do emprego representou pouco mais de metade (54,3%) da redução da população desempregada.

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