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Temo que algo esteja errado: o pânico começou

Este é um disco em que a tensão e o stress crescem até uma espécie de euforia. Com muito desconforto e perigo - mas também luz. Na capa do álbum, que tem poucos dias, há um homem a tentar suportar o peso de uma pedra, visivelmente em esforço e no entanto parecendo estar em paz. “Essa imagem é ambígua mas resume perfeitamente tudo o que estava a acontecer nas canções”

A capa do novo disco de Forest Swords

A capa do novo disco de Forest Swords

A intenção pode não ser fazer uma “grande afirmação política”, mas nos tempos em que vivemos nem sempre é fácil deixar as interpretações de lado. Acontece com a música, com o cinema e com todas as formas de arte; aconteceu a Matthew Barnes, mais conhecido pelo projeto de música eletrónica que assina como Forest Swords, mesmo que involuntariamente. “Acho que neste momento não dá para evitar: não acho que possas fazer um disco – ou qualquer pedaço de arte – sem essa atmosfera a intrometer-se”.

A “atmosfera” política que refere pode ter que ver com muitos aspetos – quando começou a trabalhar neste “Compassion”, sucessor do EP de estreia “Dagger Paths” (2010) e do primeiro disco de longa duração “Engravings” (2013), era setembro do ano passado e o mundo tinha acabado de passar pelo choque do Brexit e preparava-se para as eleições nos Estados Unidos, dois acontecimentos que sondagens e antevisões não conseguiram prever.

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