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“Fátima cresceu imenso, mas continua igual - é inesgotável”

António Pedro Ferreira

A distância deu-lhe um espaço para ver com precisão. Em 2017 António Pedro Ferreira ainda descobre nas fotografias de 1979 coisas que não tinha visto antes. Há quase 40 anos que retrata o ambiente místico do santuário mariano e, a propósito do centenário de Fátima, lança agora um álbum com quase 100 fotografias. “Fátima é um lugar onde as emoções estão à flor da pele”

Joana Beleza

Joana Beleza

texto e vídeo

António Pedro Ferreira

António Pedro Ferreira

fotos

Fotojornalista

António Pedro era um gaiato de Lisboa e vivia num mundo profundamente místico e profundamente descrente. Olhava para um lado e via a avó, muito religiosa, e olhava para o outro e via os pais, sem fé alguma. A determinada altura inclinou-se para o lado dos progenitores.

Cresceu e tornou-se ateu. Pelo caminho licenciou-se em medicina e, em paralelo, foi alimentando o gosto pela fotografia. Fugiu-lhe a razão para o enquadramento e fez-se fotógrafo profissional. Desde meados dos anos 80 que trabalha no Expresso e é unânime entre os camaradas de profissão: é um dos melhores fotógrafos portugueses.

“Em minha casa todos os sábados se comprava “O Século Ilustrado” e, em 1965 ou 66, saiu uma reportagem do Eduardo Gageiro que eu achei absolutamente extraordinária. Vi um Portugal que desconhecia, um Portugal vindo de uma ruralidade profunda, em que as pessoas iam para Fátima de burro. E as fotos do Gageiro eram tão impressionantes que fiquei sempre com essa fixação. Queria um dia ver aquilo, aquelas pessoas, aquelas imagens com os meus próprios olhos”.

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