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O ano da economia portuguesa em 5 gráficos

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Portugal fechou o ano com um défice histórico e a economia a acelerar. Mas há mais por trás dos números mais imediatos. Nada como mergulhar nos dados que o Banco de Portugal apresentou esta quarta-feira no seu Boletim Económico com a análise à economia nacional em 2016

O ano 2016 não foi um ano qualquer para Portugal. Pelo menos na frente económica e orçamental, é um ano que fica na História. Começou com a negociação do Orçamento do Estado para 2016, onde o Governo teve que gerir o equilíbrio quase impossível entre cumprir as exigências europeias e satisfazer os partidos de esquerda – PCP, PEV e Bloco de Esquerda. Portugal conseguiu também escapar à espada das sanções europeias e chegou ao fim do ano com um défice de 2% do PIB, o mais baixo da democracia. Há receitas extraordinárias, é certo, mas não deixa de ser uma vitória portuguesa numa Europa onde ainda há vários países em procedimento por défice excessivo – Portugal incluído.

Na atividade económica propriamente dita, o crescimento ficou aquém do que o governo esperava mas houve, apesar de tudo, boas notícias. Como aliás, sublinha o Banco de Portugal no Boletim Económico que divulgou esta quarta-feira. Em primeiro lugar, a economia acelerou na segunda metade do ano e entra em 2017 a ganhar gás. Aliás, a taxa de desemprego em fevereiro baixou a fasquia dos 10%, algo que não acontecia desde 2009. Em segundo lugar, manteve excedentes externos pelo quarto ano consecutivo, com grande destaque para o turismo, que tem tido um papel muito importante na balança de serviços, compensado o défice da balança de bens. E também, em terceiro lugar, os agentes económicos ganharam confiança e, já se sabe, isso é meio caminho andado para o PIB crescer.

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