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O 1º de Maio mudou: CGTP não fala em greves, nem manda Governo para a rua

Manuel de Almeida/Lusa

“Não é para deitar o Governo abaixo”, disse Arménio Carlos no discurso tradicional do Dia do Trabalhador. A CGTP pede luta, mas nem fala em greves. Desta vez, foi a UGT a voz mais radical dos sindicatos, a admitir uma greve da função pública

O quadro político mudou e com ele mudaram, também, as celebrações do 1º de Maio. A prova está no conteúdo dos discursos proferidos, como manda a tradição, pelos líderes sindicais. Desta vez, a CGTP encheu a Alameda com apelos à luta e a convocação de duas manifestações para junho. Nem uma referência a greve, nem um apelo à queda do Governo. Já a UGT, tradicionalmente mais suave nas críticas, agravou o discurso e admitiu mesmo “acompanhar" uma greve geral na função pública.

Longe vão os tempos das palavras de ordem “Governo para a rua” ou “o custo de vida aumenta, o povo não aguenta” com que a CGTP marcava o ritmo das suas manifestações de maio. A Intersindical mudou e Arménio Carlos é o primeiro a redefinir o papel da central sindical. “Não é para deitar o Governo abaixo, é para acelerar as reformas e as medidas, para responder aos problemas com que o país se confronta”, explicou aos presentes.

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