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“Há pessoas que quase preferem não reconhecer que têm asma e que limitam a sua vida: decidem não correr, não rir, não viajar”

Mário Morais de Almeida, presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos

d.r.

Um milhão de portugueses já foram afetados por esta doença que é crónica mas também controlável. E que não impede de se ter uma vida normal ou que se chegue mesmo a campeão olímpico, como aconteceu com a maratonista Rosa Mota, lembra o presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos e coordenador do Centro de Imunoalergologia do Hospital CUF Descobertas - e ele próprio um asmático. Nesta terça-feira em que se assinalou o Dia Mundial da Asma, Mário Morais de Almeida lamenta o estigma que ainda existe associado à doença e chama a atenção para a importância de doentes e profissionais de saúde não desvalorizarem os sintomas

Os últimos números disponíveis mostram um aumento de registos nos centros de saúde de pessoas com asma, com mais de 220 mil casos identificados. A incidência desta doença está mesmo a aumentar ou resulta apenas de uma maior sensibilização de doentes e profissionais de saúde?
O número de novos casos não está a crescer. Há uma certa estabilidade. Está é a diagnosticar-se mais e, por isso, a haver mais registos. Embora continue a haver um problema de subidentificação.

Quais são os números reais?
Cerca de 7% da população portuguesa teve problemas de asma no último ano e cerca de um milhão de pessoas já tiveram alguma manifestação deste problema respiratório. Destas, cerca de 500 mil fazem alguma medicação regular. São números que mostram a importância da doença. Os dados também mostram que a mortalidade é muito baixa, mas que tem vindo a aumentar ligeiramente nos últimos anos, o que é preocupante - embora esteja a decorrer em pessoas mais idosas. O problema maior é no internamento. Continua a haver um número significativo de pessoas que tem de ser internada e que não tem diminuído.

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