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A situação vai ficar pior antes de ficar melhor?

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Os protestos em massa contra o governo da Venezuela, com confrontos quase diários que já se saldaram em 34 mortos e cerca de 1500 detidos no último mês, não vão acabar tão cedo mas também não vão conseguir remover o Presidente socialista do poder. Assim dita ao Expresso um de dois especialistas em assuntos da América Latina. O outro, um ex-correspondente do “The Guardian” que vive em Caracas há vários anos, diz que apesar de o governo estar enfraquecido, Maduro pode conseguir cansar a oposição e ficar no poder por tempo indefinido

É improvável que a situação na Venezuela venha a melhorar ou que o rumo político do país se altere profundamente até ao final de 2018, para quando são esperadas eleições presidenciais. Quem o diz é Fiona Mackie, da Intelligence Unit da revista “Economist”, um vaticínio que ganha força agora que Nicolás Maduro manifestou vontade em reescrever a Constituição.

Continuamos a antever algum tipo de transição política depois das eleições no final de 2018, que vai refletir a clara incapacidade do governo em dar respostas aos problemas que ele próprio criou e que vai devolver a economia a uma rota de crescimento mais sustentado”, explica a analista especializada em assuntos da América Latina e Caraíbas. Se as eleições acontecerem como previsto, aponta ao Expresso, “a oposição vai certamente ganhar”. Mas “há muitos riscos em assumir isto, já que parece cada vez mais provável que Maduro tente agarrar-se ao poder através de alterações à Constituição”.

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