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Como reduzir a dívida em €72 mil milhões sem a cortar?

O grupo de trabalho contou com a participação de deputados do PS e do Bloco, com o ex-coordenador bloquista Francisco Louçã e também com vários economistas de diferentes universidades

Luis Barra

Relatório do Grupo de Trabalho sobre a Sustentabilidade da Dívida Externa, composto por economistas e deputados do PS e Bloco de Esquerda, defende uma negociação com as instituições europeias para rever as condições dos empréstimos dos fundos de resgate. As alterações propostas, nomeadamente a extensão dos prazos por 45 anos, vão ajudar a eliminar dívida sem haver um corte no valor nominal

Luís Barra

Luís Barra

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Fotojornalista

Não há poder maior no mundo que o do tempo: tudo sujeita, tudo muda, tudo acaba.” A frase é do Padre António Vieira e faz parte de um dos seus sermões. Claro que não tinha em mente a dívida pública nem, muito menos, a problemática atual sobre o excesso de endividamento português. Mas a verdade é que poderia aplicar-se quase ipsis verbis à discussão sobre a sustentabilidade da dívida nacional e às propostas apresentadas esta sexta-feira pelo Grupo de Trabalho sobre a Sustentabilidade da Dívida Externa.

Além de várias medidas de gestão da dívida mais viradas para o curto prazo – como o reforço das provisões do Banco de Portugal, o reembolso antecipado ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a gestão dos depósitos e redução da maturidade média da dívida, modificando a estratégia atual do IGCP –, o relatório propõe uma revisão das condições do empréstimo europeu. Ou seja, dos €52 mil milhões emprestados pelos fundos de resgate europeus e que representam dois terços do empréstimo internacional contraído por Portugal em 2011. O restante terço veio do FMI.

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