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Há oito anos que se morre mais do que se nasce

No ano passado, nasceram mais 1,9% de crianças em Portugal do que no ano anterior

Em 2016, a taxa de natalidade aumentou pelo terceiro ano consecutivo mas o saldo natural (balanço entre nascimentos e óbitos) continua a ser negativo. A proporção de filhos nascidos de pais que não estão casados e que não vivem juntos quase duplicou em seis anos e houve 422 celebrações de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. São estes alguns dos dados relevados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

Helena Bento

Jornalista

Há boas notícias para a natalidade. Segundo as Estatísticas Vitais divulgadas esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nasceram mais 1626 crianças em 2016 que no ano anterior. Mas essa é apenas uma das conclusões a retirar destes dados agora divulgados. A outra é que, apesar da tendência crescente da natalidade verificada nos últimos três anos - depois de um período de quebras muito acentuadas - Portugal continua a apresentar um saldo natural negativo, ou seja, continua a haver mais gente a morrer do que a nascer. E é assim há já oito anos.

No total, nasceram 87.126 crianças em 2016 de mães residentes em Portugal. Comparativamente a 2015, estes números representam um aumento de 1,9% - mais atenuado, porém, do que o registado no ano anterior (3,8%). Continuam a nascer mais rapazes do que raparigas, sendo que o fosse entre ambos aumentou em 2016 face a 2015. Setembro foi o mês em que nasceram mais crianças (no outro extremo está, como esteve nos últimos anos, fevereiro).

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