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Luana Cunha Ferreira: “O traidor tem um sentimento de culpa muito pesado”

tiago miranda

A traição existe desde sempre e é até mais persistente que o casamento. A psicóloga e terapeuta familiar Luana Cunha Ferreira explica o que é esta equação que envolve o sofrimento de três pessoas: traído, traidor e amante. Na edição do semanário que chega este sábado às bancas, um dos temas em destaque na revista E é uma reportagem sobre a infidelidade em Portugal

Comecemos pelo princípio. O que é a infidelidade?
Infidelidade é traição. Há pessoas que consideram traição só quando se envolvem com outra pessoa; há pessoas que consideram traição ver pornografia individualmente – e aqui não há físico e também não há nada emocional – mas há muitos casais que dizem isto é traição porque ela ou ele foram buscar prazer a outra fonte. Para outros casais isto é ridículo, porque só consideram traição quando se envolvem emocionalmente ou fisicamente com outro. Há pessoas que dizem que o flirt não é traição, desde que a conversa mantenha um certo nível. Depende. Cada casal é um planeta.

Desde sempre que existe traição. Porque lhe continuamos a dar uma conotação negativa?
É uma coisa má, magoa. É mais comum que o casamento. A questão é porque colocamos a bitola de uma boa relação na ausência total e absoluta de interesse por outra pessoa. É isso que dizemos muitas vezes, se eu estou atraída por alguém é porque a minha relação não está a funcionar... E, no entanto, se olharmos para os estudos e se virmos que entre 30% a 60% das pessoas traem ou são traídos, estamos a por uma expectativa ilusória nas nossas relações.

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