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“A vacinação deve passar a ser obrigatória”

Responsável do Instituto Ricardo Jorge defende que as autoridades de saúde devem chamar todas as crianças que ainda não foram vacinadas

Jorge Machado defende que a vacinação devia ser obrigatória por lei

Jorge Machado defende que a vacinação devia ser obrigatória por lei

António Pedro Ferreira

O coordenador do departamento de doenças infecciosas do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) defende que deve ser retirada aos pais a possibilidade de escolher se os filhos são ou não vacinados e sustenta que todos os que ainda não o fizeram devem ser chamados pelas autoridades de saúde.

“Acho que a vacinação deve passar a ser obrigatória, já que é uma questão de saúde pública. As pessoas que optam por não vacinar estão a pôr em risco não apenas os seus filhos, mas toda a população”, afirma o epidemiologista Jorge Machado, que dirige a unidade de referência e vigilância epidemiológica.

O responsável do Laboratório do Estado frisa que “o sistema de saúde tem de ser mais proativo” e passar a convocar todas as crianças para a vacinação nos centros de saúde. “Se as pessoas não levarem os filhos para serem vacinados, têm de ser chamadas a fazê-lo”, diz.

Escolas deviam exigir vacinas

A adolescente de 17 anos que morreu esta quarta-feira no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, vítima de uma pneumonia causada pela infeção pelo vírus do sarampo não estava vacinada por opção dos pais.

Para Jorge Machado, as escolas devem voltar a exigir a apresentação do boletim de vacinas atualizado no ato de inscrição das crianças, o que muitas deixaram de fazer nos últimos anos, critica.

“Quando entrei para a Universidade foi-me exigido o boletim de vacinação. Mas muitas escolas já não o pedem no ato de inscrição, o que acho errado”, afirma, adiantando que “era também desejável que a apresentação do boletim passasse a ser um requisito obrigatório para qualquer pessoa que queira trabalhar numa escola ou num serviço de saúde”.

“Quem trabalha com crianças e com doentes tem de ser mais monitorizado”, defende.