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“O regresso da era dos sultões”

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Apesar das irregularidades registadas durante a votação, é improvável que a oposição turca consiga reverter os resultados do referendo deste domingo, no qual 51,5% dos eleitores votaram a favor de alterações à Constituição para acabar com a democracia parlamentar e fortalecer os poderes do Presidente Erdogan. Ao Expresso, Ilter Turan, professor emérito de ciência política na Universidade Bilgi de Istambul, diz que a crise diplomática de março entre Ancara e algumas capitais europeias ajudou à vitória do “sim” e explica como, para já, ainda não é possível antever o que vai acontecer

A Turquia acordou esta segunda-feira dividida em dois e às portas de uma nova realidade. Confirmada a vitória do “sim” no referendo de domingo, estão para breve as alterações à Constituição que 51,5% dos eleitores apoiaram, delineadas e previamente aprovadas pela maioria parlamentar do Partido do Desenvolvimento e da Justiça (AKP). Com isto, e apesar das queixas de fraude eleitoral, o país prepara-se para pôr fim à democracia parlamentar e instituir uma presidência executiva.

Os que apoiam a mudança, a começar pelo AKP do Presidente Recep Tayyip Erdogan, dizem que vai reforçar a liderança e impedir futuros governos de coligação frágeis. “Agora vai haver uma liderança forte”, garantia há uma semana o primeiro-ministro, Binali Yildrim, quase como se a votação já tivesse acontecido e de feição. “O parlamento está a ser reforçado, enquanto a presidência, que passa a estar a cargo do ramo executivo, está a ser reestruturada para acabar com conflitos entre os poderes.”

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