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José Tolentino Mendonça escreve sobre o beijo

13/04 Dia Mundial do Beijo

A Bíblia está cheia de beijos

A Bíblia está cheia de beijos e faz bem justiça à frase que diz que não há dois beijos iguais. O primeiro beijo descrito talvez seja o trocado por Jacob e Raquel, logo no Livro do Génesis (Gen 29,11). Foi um beijo roubado junto ao poço – um lugar típico para a sociologia do amor no oriente antigo -, pois as raparigas iam buscar água e, por momentos, ficavam fora do controlo dos parentes e da aldeia. O texto bíblico conta que Jacob lhe deu um beijo e começou a chorar. E tinha razão para isso. Apaixonou-se por Raquel, mas o pai desta, como sabemos, obrigou-o primeiro a desposar a irmã mais velha, Lia.

Os beijos amorosos têm um lugar fundamental nas Escrituras. Os mais famosos são os do Cântico do Cânticos, um livro datado dos séculos V ou IV a.C., provavelmente escrito por uma mulher, e que constitui um verdadeiro caso na revelação bíblica. A primeira palavra desse que muitos consideram o mais belo poema de sempre é o verbo beijar, na forma imperativa: “Beija-me com os beijos da tua boca! Melhores são tuas carícias que o vinho” (Ct 1,2).

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