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Denúncias do fugitivo de Caxias reforçam suspeitas de corrupção

Acusações do recluso que fugiu de Caxias são levadas a sério pelas autoridades. Há mais indícios que reforçam a tese de corrupção de um ou mais guardas prisionais

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Joaquim Bitton Matos está fugido há um mês e meio. A PJ está a desenvolver um “esforço global” para o apanhar

Joaquim Bitton Matos está fugido há um mês e meio. A PJ está a desenvolver um “esforço global” para o apanhar

d.r.

Assim que Joaquim Bitton Matos fugiu da prisão de Caxias com dois reclusos chilenos, as suspeitas de corrupção de “alguém de dentro” surgiram imediatamente. Para fugir, os três reclusos usaram uma serra em fio, conhecida na gíria prisional por “cabelo americano”. A serra é eficaz, mas muito lenta. E os reclusos levaram vários dias a serrar as grades da cela e a rede da prisão. “É muito improvável que conseguissem serrar as grades durante dias sem serem detetados pelos guardas prisionais”, confidencia uma fonte próxima do processo.

Este sábado, numa entrevista ao Expresso, o recluso português garantiu que comprou a liberdade aos guardas: “Paguei a guardas para fugir”, afirmou sem revelar quanto pagou. No dia seguinte, ao “Correio da Manhã”, precisava que tinha pago cem mil euros.

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