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Surto de sarampo. “Estamos a convocar todas as crianças com vacinas em atraso”

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Bióloga e epidemiologista de intervenção da Direção Geral da Saúde, Teresa Fernandes afirma que os serviços estão a “fazer tudo por tudo para que todas as crianças sejam vacinadas”. Portugal regista neste momento o maior surto de sarampo dos últimos anos, com seis casos confirmados e outros sob investigação. Peritos temem um regresso da doença, eliminada no país desde 2015

A tendência de os pais não vacinarem os filhos está a aumentar na Europa. Em Portugal também já se nota ou o país continua ter uma cobertura vacinal das mais elevadas no mundo?
Continuamos a ter uma cobertura das mais elevadas, acima dos 95%, embora existam assimetrias com locais onde a cobertura vacinal não é tão boa. Acontece em algumas comunidades mais restritas e estamos a recomendar aos serviços, como fazemos sempre, para convocarem todas as crianças com vacinas em atraso. No caso concreto do sarampo, continuamos ter coberturas vacinais acima dos 95% para as duas doses como é recomendado internacionalmente para proteção da população.

A resistência em vacinar existe apenas para o sarampo ou também para outras doenças?
Neste momento, em Portugal ainda não se vê esse fenómeno, embora tenhamos, como já referi, alguns indicadores mais baixos. Avaliamos várias coortes (conjunto de pessoas que têm em comum um evento ocorrido no mesmo período temporal) de crianças, pelo menos todos os nascidos desde 1990/95, e as coberturas são elevadas. Só detetámos uma ou duas coortes mais recentes, de crianças agora com sete anos, que não foram vacinadas com a segunda dose da vacina contra o sarampo.

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  • O surto de sarampo que ontem foi declarado pela Direção Geral da Saúde aumentou de cinco para seis casos confirmados, cinco em crianças. Os peritos ainda não conhecem a origem de todas as infeções