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Os Exílios de Guernica

A Guernica, de Picasso, foi sempre um quadro de exílios.

d.r.

Exposição comemorativa dos 80 anos do quadro que melhor encena a tragédia no século XX mostra um quadro marcado pela errância cuja memória simbólica é esbatida em favor de uma leitura exclusivamente estética

Valdemar Cruz (texto) Dora Maar (fotos)

Guernica, o mais poderoso libelo contra a guerra, contra o elogio da morte, contra as barbaridades cometidas pela violência de Estado, nunca teve uma vida fácil, passou ao longo de décadas por vários exílios e desemboca agora, com a exposição inaugurada esta semana no Museu Reina Sofia, de Madrid, numa espécie de novo exílio, ao ser despido de toda a carga emocional, política e ideológica que sempre o marcaram ao longo de toda a sua existência.

O conteúdo e a proposta da exposição concebida pelo historiador de arte inglês Timothy Clark e pela sua mulher, a norte-americana Anne Wagner, é motivo para um grande trabalho a publicar amanhã na Revista E do Expresso. Aí se assinala o propósito assumido pelos dois comissários de apresentarem uma nova leitura de “Guernica”.

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