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“A nossa prioridade já não é ficarmos sentados a estudar como vamos derrubar Assad”

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Muitas perguntas e poucas respostas depois de Trump ter ordenado o primeiro ataque oficial contra as forças sírias desde o início da guerra. Aliados estão ao lado de Washington e a Rússia, aliada de Assad, está furiosa. Na rádio estatal russa já se fala de um “evento que pode alterar o curso da História”. Ao Expresso, o arabista António Dias Farinha não se aventura em previsões catastróficas e diz que, para já, uma das consequências pode ser o Daesh ganhar novo fôlego

O ataque de mísseis que Donald Trump ordenou contra uma base da Força Aérea síria em Homs, o primeiro contra as forças do governo de Bashar al-Assad desde que a guerra eclodiu, em 2011, levantou muitas dúvidas, que só ao longo das próximas semanas, senão meses, vão ser esclarecidas.

Esta quinta-feira, na sua casa de férias em Mar-a-Lago, mesmo antes de se sentar à mesa com Xi Jinping para encerrar o primeiro de dois dias de encontros oficiais com os chineses, o Presidente americano decidiu avançar com uma das três opções que o Conselho de Segurança Nacional lhe apresentara para responder ao ataque químico que, na quarta-feira, vitimou muitas dezenas de pessoas (vários números apontam para de 80 a 100) em Idlib — um ataque que os governos ocidentais atribuem ao regime sírio.

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  • As pessoas que morrem sem sangue

    #WeAreNext, anunciam as letras pequenas do cartaz. I Need a Gas Mask, gritam as letras grandes. São meninos sírios à frente, adultos atrás. É capaz de desviar o olhar?