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Exames a um dos quadros polémicos do Museu de Arte Antiga revelam que é autêntico

O quadro “Chafariz D'El Rei” já foi analisado por dois laboratórios. O Expresso teve acesso ao relatório final, que não coloca “em causa a cronologia proposta pela História de Arte”. As dúvidas levantadas por alguns historiadores não se confirmaram

Miguel Cadete

Miguel Cadete

Diretor-Adjunto

Os resultados dos estudo técnico e material pedido pelo Museu Nacional de Arte Antiga ao quadro, pertença de José Berardo, e uma das figuras centrais da exposição Cidade Global - Lisboa no Renascimento, que este domingo encerra no Museu Nacional de Arte Antiga, sugerem fortemente que a obra foi realizada até finais do século XVI, o que corrobora a datação adiantada pelos historiadores de arte daquele museu. Ainda não foram realizados exames ao outro quadro que gerou controvérsia, “Rua Nova dos Mercadores”.

Estes resultados, diz o estudo, são consentâneos com o estudo realizado em 2001 ao mesmo painel por um laboratório espanhol. “No que diz respeito à análise dos materiais constituintes e da forma como estes são aplicados esta obra terá sido executada muito provavelmente por pintor de influência ou naturalidade do norte da Europa a partir da 2ª metade do século XVI, época em que se verifica o uso generalizado do pigmento azul de esmalte e se começam a utilizar imprimaduras coradas”, precisa o relatório a que o Expresso teve acesso. Desta forma não se confirmam as suspeitas levantadas pelos historiadores Diogo Ramada Curto e João Alves Dias e divulgadas pelo Expresso na edição de 18 de fevereiro.

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