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Estado arrisca perder 93% do valor injetado no Novo Banco

Foto José Carlos Carvalho

Tudo somado, e se a operação de resgate do Novo Banco não correr bem, o antigo BES poderá custar ao sistema financeiro e aos contribuintes cerca de €11 mil milhões

O processo de venda do Novo Banco à norte-americana Lone Star está longe de estar fechado, e há ainda muitos nós para desatar. A sua conclusão está dependente da luz verde de Bruxelas e do Banco Central Europeu, assim como da troca de obrigações do Novo Banco, por uma nova emissão, que implicará uma perda para os obrigacionistas de 500 milhões de euros. Ou seja, o negócio pode não chegar ao fim, basta que uma destas condições não seja satisfeita.

O acordo firmado prevê que a Lone Star pague zero, ficando apenas obrigada a injetar 1000 milhões de euros, dos quais 250 milhões de euros no prazo de três anos. Injetado este capital, o Novo Banco passa a valer 1,33 mil milhões de euros. Como a Lone Star ficará com 75% do capital, quer dizer que a posição do Fundo de Resolução (25%) valerá 333 milhões de euros. O que quer dizer que os 4,9 mil milhões de euros injetados pelo Estado e pelos bancos em agosto de 2014 irão desvalorizar 93%. O Fundo de Resolução faz parte da esfera do Estado, mas é alimentado pelas contribuições dos bancos do sistema, que injetaram no Novo Banco 4,9 mil milhões, dos quais 3,9 mil milhões de euros resultam de um empréstimo do Estado, a reembolsar até 2046.

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