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Madame Naphtalia, o marido polícia e a casa de massagens que vendia sexo e legalizações

Imagem do Google Maps

Uma casa de prostituição, desmantelada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, era propriedade de um chefe da PSP e da mulher. Juntos, foram agora acusados de 20 crimes, entre tráfico de seres humanos, lenocínio, falsificação e auxílio à imigração ilegal. O polícia continua no ativo, numa esquadra da capital, com um processo disciplinar em curso

Já não há nada naquele r/c esquerdo da Avenida Almirante Reis, junto ao Areeiro, que mostre que ali funcionou durante mais de três anos o centro de massagens exóticas e spa para homens Wakamaya. O prédio antigo, entre uma loja de tatuagens e um cabeleireiro para cães, foi para obras, mudou de cor e de inquilinos desde que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) por lá irrompeu, em abril de 2012, e fechou o negócio de prostituição de madame Naphtalia, uma imigrante brasileira, e do marido, Jorge C., chefe da PSP. Não havia letreiros na fachada, mas a janela virada para a rua, totalmente de vidro, sinalizava o local com um pesado reposteiro cor de beringela, que se mantém eternizado na street view do Google maps. Agora é só mais uma janela como as outras.

A acusação do processo, investigado pelo DIAP de Lisboa, foi conhecida este mês. E revela o que se passava do lado de lá da vidraça, no andar de cinco quartos arrendado por Naphtalia e Jorge, ambos arguidos. No documento de 77 páginas, a que o Expresso teve acesso, conta-se que o aluguer já foi realizado com o intuito de “explorar um estabelecimento que combinasse a atividade de massagens com a prostituição feminina, com vista à obtenção de proventos económicos, do lucro e da angariação de dinheiro.”

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