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Somos todos “animais aflitos” em busca de tranquilidade. E até sábado vai falar-se muito disso

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Gedeão deu o mote, Freud as bases, o mundo global em constante mudança o cenário. Esta sexta-feira e este sábado, a Associação Portuguesa de Psicanálise convida-nos a pensar a “(in)tranquilidade que nos sustenta”, num colóquio no ISCTE em que também participam o psicanalista italiano Antonino Ferro e a historiadora Irene Pimentel

É possível que tenha recalcado os seus terrores de infância, que não se lembre de quando era criança e tinha até medo de adormecer. Pode ter-se esquecido mas hoje, já adulto, terá certamente angústias que o assombram, nos sonhos ou acordado, medos mais concretos do que os monstros que viviam escondidos debaixo da sua cama. Será que lida com eles? Muitos não lidam. “Continua a haver um receio entre as pessoas de que ir a um terapeuta é uma coisa má, muita gente diz ‘Eu sou normal, não tenho angústias, não tenho sofrimentos nem conflitos, e não quero saber disso dos psicanalistas”, confidencia ao Expresso Conceição Almeida no seu consultório.

No divã tentámos deitar o mundo contemporâneo, esse que é composto por milhares de milhões de pessoas que partilham medos, receios, angústias, terrores e os sonhos que Sigmund Freud tentou descortinar — esse sobre o qual a Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica (AP) volta a debruçar-se amanhã e no sábado, num colóquio sobre “a (in)tranquilidade que nos sustenta”. É o 9.º encontro organizado pela jovem associação, em parte para acabar com o tabu da psicanálise, “tida como uma teoria fechada e uma ciência só para os que se interessam por patologia mental” — assim explica a terapeuta, com a ressalva de que o estigma tem vindo a diminuir num país que, apesar de tudo, continua no top europeu de consumo de antidepressivos.

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