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Marcha, soldada!

A cadete Ana Chaleta, ao centro, vestida com o uniforme de aluna da Academia Militar. As botas de montar assinalam a paixão desta alentejana pela equitação

António Pedro Ferreira

O acesso das mulheres à vida militar constituiu a mais profunda e silenciosa revolução no interior das Forças Armadas. Talvez mesmo na própria sociedade portuguesa. Na altura em que passam 25 anos da entrada das mulheres na “tropa” e em que, pela primeira vez, uma militar acaba de entrar no curso para general, republicamos uma reportagem publicada originalmente na revista de 30 de maio de 1998, sobre quem eram e como era a vida de algumas das primeiras mulheres que enveredaram pela carreira militar

Manuela Goucha Soares

Manuela Goucha Soares

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Jornalista

António Pedro Ferreira

António Pedro Ferreira

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Fotojornalista

A POSE rígida da cadete Chaleta, fardada de cinzento - uniforme nº 1 do Exército - junto ao portão da Academia Militar, esconde a singular coabitação de menina alentejana, que estuda para ser militar, com a jovem de exuberante cabeleira ruiva que vai sair com três amigas numa noite de quinta-feira, em Lisboa. A camarada Figueiredo junta-se a Chaleta e, uniformizadas a rigor, percorrem discreta e silenciosamente os escassos metros que separam o edifício da Academia, na Rua Gomes Freire, do nº 9 da Rua do Conde Redondo.

Sobem à pressa as escadas do prédio em obras com o firme propósito de, no mais curto espaço de tempo, alcançarem o apartamento de Dona Aurora. Três minutos passados, uma jovem vestida de jeans, desce o último patamar das escadas e mergulha no movimento da cidade: chama-se Ana, e é a metade civil da cadete Chaleta que vai jantar com as colegas a um restaurante do Bairro Alto.

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