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Manuel Nito Alves: “Estou disposto a morrer em nome de Angola”

Manuel Nito Alves está em Lisboa para falar sobre a violação dos direitos humanos em Angola

Nuno Botelho

Manuel Nito Alves explica por que foi o primeiro do grupo de ativistas angolanos a entrar em greve de fome assim que foi preso em junho de 2015, assume que a solução para Angola passa pela insurreição do povo e faz questão de agradecer aos cidadãos portugueses que saíram à rua em apoio aos Revus

Nuno Botelho

Nuno Botelho

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Fotojornalista

Manuel Chivonde Baptista Nito Alves faz parte do grupo de ativistas 15+2 condenados por atos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores e está em Portugal a convite do partido CASA-CE. Nascido no Huambo há 21 anos, o mais jovem preso político do regime angolano tem encontro marcado com a Amnistia Internacional, a comunidade angolana em Lisboa, algumas organizações não governamentais e partidos políticos, nomeadamente o BE. Recorde-se que Nito Alves foi o ativista que saiu mais tarde da prisão, por estar a cumprir uma pena efetiva de seis meses, a que foi condenado em processo sumário por ter afirmado “Não temo pela minha vida, este julgamento é uma palhaçada”, quando o juiz interrogava o seu pai, Fernando Baptista, no tribunal de Luanda.

Como conseguiu voar para Lisboa sem que o prendessem?
Tive problemas no aeroporto angolano. Eles disseram que só me deixavam passar segundo ordens superiores do ministro do interior. Mas disse-lhes que não espero ordens de ninguém porque o país é de todos. Disse-lhes, se quiserem ponham-me na cadeia e levem-me novamente à barra do tribunal, eu tenho a minha documentação completa e vou para Lisboa dizer o que vocês têm feito aqui em Angola. Como não temo pela minha vida, rompi a barreira policial e voltei a dizer, vocês sabem o que vão fazer comigo, e subi até ao voo e cá estou, em Lisboa.

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