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Farmácias sem vacinas para a hepatite A

Foto Robyn Beck/AFP/Getty Images

As duas apresentações no mercado estão esgotadas na maioria dos locais e não é possível encomendar. Surto da infeção na região de Lisboa vai obrigar os médicos a optarem por ‘plano B’ para protegerem quem contactou com doentes

A Direção-Geral da Saúde (DGS) fez um alerta para um surto de hepatite A na região de Lisboa e esta quarta-feira recomendou que as pessoas próximas dos doentes sejam vacinadas para impedir novas infeções, mas as doses estão esgotadas. Várias farmácias da Grande Lisboa, incluindo nos centros comerciais mais procurados, disseram ao Expresso que as duas apresentações no mercado não estão disponíveis há algum tempo e que não aceitam encomendas porque não há data de previsão para novas entregas.

A vacina não faz parte do Programa Nacional de Vacinação, não estando disponível nos centros de saúde e nos hospitais, e tem de ser adquirida nas farmácias mediante receita médica. Custa cerca de 25 euros, tem 37% de comparticipação e implica a administração de duas doses. Segundo a DGS, no atual surto deve ser prescrita às pessoas entre os 12 meses e os 40 anos com suspeitas de terem sido expostas ao vírus, por exemplo pelo contacto com doentes, “uma vez que induz imunidade ativa e maior durabilidade da proteção [acima dos dez anos], sendo mais fácil de administrar e de mais fácil acesso”, lê-se na orientação enviada a médicos e enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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