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Morre-se menos nas estradas. Mas o que deixa então tanta gente insatisfeita com estes números?

joão carlos santos

Responsáveis que participam na conferência de Malta sobre segurança rodoviária têm olhares diferentes para os dados da Comissão Europeia que apontam uma descida em 40% nas mortes das estradas portuguesas desde 2010. Há quem veja o copo meio cheio, mas também meio vazio

Hugo Franco

Hugo Franco

em Malta

Jornalista

Num hotel de luxo perto de La Valeta, em Malta, uma centena de empresários, políticos e eurocratas discutem cenários para que a sinistralidade rodoviária esteja um dia muito próxima do número zero.

Por enquanto ainda estamos no domínio da teoria. Se houvesse soluções fáceis, baratas e com 100% de eficácia já não haveria 70 europeus a morrer por dia nas estradas da União Europeia, como aconteceu em 2016. Mas os números recentes revelam uma descida na Europa de 19% das mortes nos últimos sete anos e de 2% de 2015 para 2016.

E, em Portugal, os dados parecem ser ainda mais contundentes: o número de óbitos caiu cerca de 40%, (de 80 mortos por 1 milhão de habitantes em 2010 para 54 em 2016). Na sala do hotel, onde estavam presentes vários responsáveis portugueses, nem todos aplaudem as estatísticas.

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  • Mortes na estrada. Surpresa, Portugal é uma das estrelas da Europa

    Número de portugueses que perderam a vida no asfalto caiu quase 40% desde 2010. Só a Lituânia e a Grécia têm resultados tão bons neste período. Ainda assim, todos os dias morrem 70 europeus nas estradas, segundo dados revelados pela Comissão Europeia na Conferência de Malta, que se inicia esta terça-feira, e onde o Expresso está presente